quarta-feira, 3 de junho de 2015




Encontro no Museu Comunitário Engenho do Sertão promove apresentação da tradição bombinense para profissionais da educação da rede municipal.


A Festa da Cultura Açoriana que Bombinhas sedia entre os dias 2 e 4 de outubro deste ano, cada vez mais ganha um caráter provocativo, instigante e fomentador, justamente o legado que objetiva dentro da comunidade bombinense. Nesta terça-feira, 2 de junho, o Instituto Boimamão possibilitou um encontro regado a reencontros, descobertas e manutenção da tradição local, muitas destas tradições com herança de base açoriana.

O encontro se deu com os coordenadores e gestores das unidades escolares da rede municipal e diretores da Secretaria de Educação. A iniciativa partiu da presidente da instituição que também integra a Comissão Organizadora do Açor, juntamente a Associação Cultural Zé Amândio, Grupo Folclórico Mixtura, Conselho Municipal de Políticas Culturais, Fundação Municipal de Cultura e Núcleo de Estudos Açorianos – Nea da Ufsc., estas duas últimas as gerenciadoras do acontecimento.

A Rô do Engenho, como é conhecida Rosane Luchtenberg, organizou dois momentos: pela manhã os coordenadores e pela tarde os gestores. Ambos grupos puderam entender o que é o Instituto, seu objetivo e fizeram uma viagem pelas raízes bombinenses. O conteúdo foi embasado no Patrimônio Imaterial e Material, demonstrado em ações, fotografias, audiovisual e narrativas da Rô e de Aline Vieira, coordenadora de eventos e projetos do Instituto. “Não temos a intenção de capacitar ninguém, nem temos equipe técnica para isto, nossa intenção é uma apresentação de uma experiência de 20 anos de estrada” destaca Rô.

Um dos momentos marcantes do encontro foi a exibição do filme institucional A linha invisível, lançado no final de 2014, que mostra em 15 minutos esta experiência da entidade. “Queremos expor um pouco do compilado, falar da relação comunidade, pois somos um movimento de salvaguarda e fomento da cultura bombinense”, salienta Aline.

A presidente da Fundação de Cultura, Nívea Maria da Silva Bücker, esteve nos dois momentos da explanação e acentua a iniciativa enriquecedora do Instituto. “A Rô tem um histórico, uma experiência muito significativa para a comunidade, cultura e salvaguarda do patrimônio imaterial e é muita generosidade dividir este conhecimento”, enfatiza Nívea que, ainda, ressalta que toda colaboração para fazer do 22º Açor um dos mais inesquecíveis destes 22 anos de história é bem vinda.



O professor de educação física e coordenador pedagógico Valdir Córdova Santos, que atualmente ocupa a função de Diretor de Educação Inclusiva, esteve na apresentação no período matutino. “Passei muitas vezes por esta rua, nunca imaginei que aqui havia um acervo contemplando povos e gerações que cravaram suas marcas e deixaram saudades pelas lindas histórias”, diz Valdir entusiasmado com seu encontro de descobertas.”Em poucos minutos conheci a linha histórica, a cultura, a pluralidade cultural, deste lugar chamado Bombinhas que eu escolhi viver para sempre”, completa o professor.