sexta-feira, 18 de novembro de 2016




Foto Marcinha


Entres os dias 11 e 13 de novembro O Núcleo de Estudos Açorianos – Nea, da Ufsc e a cidade de Itajaí, realizaram a 23ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, no Centroeventos, durante a Marejada. O festejo realizado de forma itinerante privilegia a cada ano uma das 46 cidades que tem uma centelha da cultura de base açoriana em suas raízes. Durante os três dias foram mais de 40 apresentações de grupos de dança açoriana, boi de mamão, terno de reis, folia do Divino Espírito Santo, ratoeira, grupos de terceira idade e escolares, os tradicionais desfile etnográfico e Missa das Bandeiras e dos Foliões do Divino Espírito Santo, e excepcionalmente neste ano, a entrega do Troféu Açorianidade, também, foi realizada durante o festejo, logo na abertura, na sexta-feira.
Foto Marcinha

Durante a singela cerimônia de abertura realizada no anfiteatro do Centroeventos, com o igualmente tradicional chefe de cerimonial Acyr Osmar de Oliveira, os representantes dos municípios e instituições expositoras e grupos folclóricos assistiram o desfile dos agraciados, entre eles o bombinense Luiz Antonio Patrício, homenageado com o Troféu Ilha Graciosa, na categoria pesquisador. Entre as autoridades presentes, a prefeita Ana Paula da Silva, a Paulinha e o vice-prefeito Paulo Henrique Dalago Müller. Em seu discurso Paulinha ressaltou a coragem do município de Itajaí em sediar o acontecimento diante de um ano delicado, com processo eleitoral, e num cenário de crises institucional, financeira e política que assola o país, ainda destacou a importância do legado que o Açor deixa a todos. “Sediar o Açor no ano passado permitiu que nós enxergássemos nosso legado. Quando um povo se reconhece e sabe da sua história, de onde vem, qual é a sua raiz, o seu sangue, ele se revigora, fortalece e se enche de coragem pra enfrentar a luta. O legado que o Açor deixa nos corações, principalmente das crianças, é muito importante”, ressalta Paulinha.
Foto Marcinha

Bombinhas participou com estande da Fundação Municipal de Cultura, juntamente as entidades Instituo BoiMamão, Grupo Folclórico Mixtura e Associação Cultural Zé Amândio e levou para o palco, além do grupo Mixtura, os grupos Roda de Eira (dança açoriana) e Eira meu Boi (boi de mamão), ambos fruto do Projeto Oficinas Culturais. A presidente da FMC, Nívea Maria da Silva Bücker, comenta a assídua e primorosa participação bombinese no Açor: “ao longo dos anos viemos de um crescente em nossa participação no Açor, e neste trouxemos três grupos folclóricos que se prepararam o ano todo para estes três dias. Acredito que Bombinhas cumpre seu papel enquanto realizadora do último festejo, mostramos que o legado permanece, que as raízes são valorizadas e que o fomento é uma realidade em nossas ações”, acentua Nívea.

Foto Nívea Maria da Silva Bücker.
O historiador professor Francisco do Vale Pereira, em seu primeiro Açor como coordenador do Nea, lembrou que Itajaí foi a escolhida em 1994 para sediar o primeiro Açor, por entenderem ser um município com representatividade e ter na alma a cultura herdada pelos açorianos que aportaram na região nos meados do século XVIII. “E 23 anos depois o Açor volta a sua cidade de origem e parabenizamos os itajaienses por abraçarem novamente essa proposta ousada e ainda pensar que é possível fazer uma festa cultural de base açoriana”, enfatiza o professor Francisco.

Foto Amanada Dias