segunda-feira, 19 de dezembro de 2016


Foto Ana Azevêdo
Alunos de dança do Projeto Oficinas Culturais, da FMC, realizam espetáculo de gala em Bombinhas.

A noite da última terça-feira, 13 de dezembro, enquanto a chuva lavava a terra bombinense, a energia transbordava no palco do Auditório Alair Maria Stapait – Dona Dinha, da Escola de Educação Básica Maria Rita Flor, no espetáculo de encerramento das oficinas de dança do Projeto Oficinas Culturais, da Fundação Municipal de cultura.

Os alunos dançaram e encenaram a história de vida da professora responsável pelas aulas, Jéssica Delgadinho, que mesmo tão jovem, apena 23 anos, apresenta um currículo considerável, e conquistou seu ápice profissional ao ver suas coreografias serem premiadas nos festivais da região, alguns de renome internacional, nos últimos dois anos. Passou pelo palco o clássico, contemporâneo, livre, todos lindamente apresentados e com a técnica perceptível mesmo nos que ainda estão iniciando sua trajetória.

Foto Ana Azevêdo
As coreografias foram divididas nas quatro estações do ano em que: outono representa o despertar e a calmaria, inverno a inspiração e a criação, primavera o encantamento e a paixão e o verão o ápice da carreira e o tempo de semear o repasse dos saberes. Todos os alunos tiveram seus momentos singulares sem exceção, mas sem dúvida não houve quem ao menos, não enchesse os olhos de lágrimas na coreografia Romeu e Julieta. A energia era pulsante no palco e transparecia em cada movimento. Jéssica fechou o espetáculo com um solo surpresa ao público, pois não constava no programa e não escondeu sua emoção: “me surpreendi com o resultado final, ficou tudo muito delicado e bonito e fiquei bem emocionada porque, querendo ou não, contava a minha história e isso mexeu bastante comigo. Estou maravilhada e orgulhosa dos meus alunos”, ressalta a professora.

A coordenadora do Projeto Oficinas Culturais, Josiani Muriel da Silva, também transparecia toda a sua emoção, este ano ela estreou como diretora do espetáculo e, ainda, é mãe de aluna e não segurou as lágrimas, aliás nem fez questão. “Esse espetáculo foi a realização do sonho de muitas pessoas, um belo trabalho realizado em equipe e que agradou o público. Foi gratificante ver os rostinhos felizes e satisfeitos após cada apresentação. Sinto que cumprimos com êxito essa missão”, destaca Josiani.

A mãe da bailarina Nicolly, a Andriele Nízia da Silva, representa o sentimento dos pais, que tinham os olhos brilhantes ao ver seus filhos no palco. “Foi simplesmente maravilhoso e emocionante. Como é bom ver nossos pequenos brilharem como gente grande”, enfatiza Andriele.


Agora é aproveitar as férias e reiniciar as aulas em fevereiro, quando a Fundação de Cultura lança o edital com as vagas e matrículas disponíveis do Projeto Oficinas Culturais, para o ano de 2017. 

Foto Ana Azevêdo