domingo, 2 de julho de 2017



Instituto BoiMamão realiza formatura do projeto Escola da Terra e lança livro “Diário de memórias” da professora Yolanda Flores e Silva e colaboradores.


Na quinta-feira, 29 de junho, o Instituto BoiMamão realizou no Ponto de Memória Museu Comunitário Engenho do Sertão a formatura do projeto “Escola da Terra 2017, cozinha criativa”, patrocinado pelo Fundo para a Infância e Adolescência – FIA. O grupo formado exclusivamente por meninas de 14 a 17 anos, moradoras do bairro Sertãozinho, totalizando 10, recebeu o nome de “Guardiãs da terra”, porque durante o projeto receberam aulas de cultivo da terra, de preparo de alimentos com aproveitamento total dos produtos, orientações de saúde, de vida, enfim tudo o que é pertinente ao aproveitamento humano.

Os encontros aconteceram uma vez na semana, conduzidos pela professora Dra. Yolanda Flores e Silva da Univali, com a gestão da Rô do Engenho, Rosane Fritsch e Daniel Balbinati, e contou com a participação da artesã Patrícia Estivallet, da nutricionista Ivani Stello Fará, da fotógrafa Telma Mafra e da estagiária em gastronomia Lana Becker. E culminou na formatura de sete guardiãs na última quinta-feira. “A escola de terra é um eixo dentro do Instituto, onde, trabalhamos patrimônio e meio ambiente. Neste projeto especificamente aprenderam sobre saúde, a cozinhar o que têm em casa e o viver melhor. Em agosto iniciamos mais uma etapa, desta vez com os meninos”, destaca Rosane Luchtemberg, a Rô do Engenho.

Alguns familiares fizeram questão de presenciar o momento especial e a mãe da guardiã Ingrid, Alda Vanuza Lopes da Silva, falou da importância do projeto na vida das meninas, que muitas vezes, mesmo sem vontade, iam porque sabiam que seria importante para suas vidas, e retornavam sempre com conteúdo para toda a família. “Elas levaram para casa o que aprenderam aqui, o feitio dos alimentos. Eu só tenho a agradecer, a semente foi plantada e vai germinar coisas boas”, comenta Alda.

A professora Yolanda, emocionada, contou um pouco de sua história, também oriunda de família humilde e com muito esforço tornou-se doutora: “Eu tive a sorte de entender a importância de mim mesma como mulher, então, tento repassar a essas meninas que elas podem fazer a diferença, porque eu sei que meu trabalho faz a diferença”, ainda, orientou-as a cuidarem de si mesmas com amor, com gana de aprendizado para depois cuidar dos outros: “também não devem entrar nos caminhos que os outros dizem que é bom, caminho bom é

aquele a tua consciência permite dizer que não vai te fazer mal”, enfatiza a professora Yolanda.


A formatura do projeto marcou o lançamento do livro “Diário de Memórias – Museu Comunitário Engenho do Sertão”, organizado pela professora Yolanda Flores, pelo professor Angelo Ricardo Christoffoli, Felipe Borborema Cunha Lima e Rudinei Carlos Scaranto Dazzi, que encontra-se à venda no museu e com a professora Yolanda, no valor de R$ 40,00 e tem a renda revestida ao Instituto Boimamão.