terça-feira, 29 de agosto de 2017


Em tarde histórica, a ALBSC Seccional Bombinhas Mestre Atílio Antão consagra o título de Imortal aos escritores bombinenses.
No sábado, 26 de agosto, Bombinhas vivenciou mais um momento histórico de sua recente trajetória, com a solenidade de Consagração de Imortal dos escritores bombinenses da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina Seccional Bombinhas Mestre Atílio Antão. Diante da comunidade, familiares, amigos e autoridades, o presidente da ALBSC, professor Miguel João Simão, acompanhado da presidente da Academia Bombinense Márcia Cristina Ferreira, a Marcinha, do vice-presidente da ALBSC, Osmar Cardoso, foram imortalizados os escritores: Ana Paula da Silva – Cadeira Nº 2, Marcos Aurino Pinheiro – Cadeira Nº 3, Deise Cristina de Melo de Souza – Cadeira Nº 4, Fernanda Nadir da Silva – Cadeira Nº 5, Márcia Nomélia Sena – Cadeira Nº 6, Luciano Bras Teixeira – Cadeira Nº 7 e Patrícia Vilma Pinheiro da Silva – Cadeira Nº 8.
Estiveram presentes o vice-prefeito Paulo Henrique Dalago Müller, a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Nívea Maria da Silva Bücker, e os vereadores Carlos Eduardo de Campos, que representou o legislativo na mesa de autoridades, Márcia Pinheiro, madrinha da Imortal Patrícia, e José Antônio Olímpia. A tarde reservou muitas emoções e lágrimas contidas, cada Imortal proporcionou um momento único com suas madrinhas, destaque para Paulinha que foi imortalizada por sua mãe, Neuza Erotides do Espírito Santo da Silva, e Nanda que teve por madrinha a pequena Manuela Bernardo da Silva, de apenas sete anos. Ainda, foi realizada uma homenagem ao Mestre Atílio Antão com a entrega de uma placa de reconhecimento póstumo a sua família e descerramento do quadro com sua fotografia, Patrono da Academia Bombinense.
Em todos os discursos se fez presente a ciência de que se trata da realização de um sonho e de que o poder público deve ser o maior apoiador das instituições que trabalham a cultura. Nívea, presidente da FMC, destacou que: “a criação da Academia não é uma ação da municipalidade, é preciso que os escritores queiram e o poder público tem a obrigação de fomentar, apoiar e fazer de tudo para isso aconteça, e, com certeza é o que nós faremos, contem sempre conosco”. Já, Paulinho salientou a beleza da cidade de Bombinhas como fonte de inspiração para a literatura. “Bombinhas faz desabrochar pessoas em novos caminhos, não é só praia, é feita de escritores, pessoas que têm uma qualidade ímpar. Vocês estão de parabéns por este momento lindo, e que muitos escritores, Imortais, nascidos em nossa cidade, criados em nossa cidade, possam fazer parte dessa Academia”, conclui o vice-prefeito.
A prefeita e Imortal Paulinha, emocionada, ressaltou a realização de um sonho. “Hoje é um dia muito desejado, por mim, por nós. E os grandes sonhos, eles são valiosos quando eles se disseminam entre as pessoas, quando eles entram no coração delas, e foi isso que aconteceu para que o dia de hoje se realizasse”, ainda enfatizou sua alegria e orgulho de se sentar numa cadeira da Academia com cada um dos escritores consagrados.
O presidente da ALBSC, Miguel João Simão, falou sobre a coirmandade entre Bombinhas e sua cidade, Governador Celsos Ramos, e que a instituição já provocou esse desejo e ajudou a criar em 85 cidades do estado de Santa Catarina a Academia de Letras. “Mas a Seccional de Bombinhas tem um diferencial de algumas, pois, nasce forte e bem estruturada na pessoa do patrono, bem estruturada pelo currículo dos confrades confreiras que a compõem, que fazem e vivenciam a cultura de sua cidade. Bem estruturada porque tem o apoio do poder público, e bem estruturada porque tem a nossa querida presidente Marcinha, que não mede esforços pra ver bem caminhar a Academia de Letras. A partir de hoje os rumos de Bombinhas serão outros”.

A presidente da Academia Bombinense, Márcia Cristina Ferreira, conhecida como Marcinha, explicou que o próximo passo da Academia é a estruturação do estatuto, constituição jurídica e a escolha da logomarca. “Após os trâmites legais inciamos nossa jornada como instituição cultural constituída, e temos muito que fazer e faremos. Um dos projetos é a publicação do livro dos escritos dos nossos patronos e patronesses, e também uma antologia conjunta reunindo os oito confrades e confreiras”.