terça-feira, 10 de outubro de 2017


Emoção e reconhecimento na formatura da primeira turma de Libras adulto das oficinas da FMC.

Foi realizada na quarta-feira, 4 de outubro, a Formatura da primeira turma de Libras Adulto, do Projeto Oficinas Culturais, da Fundação Municipal de Cultura, na Câmara de Vereadores. Ao todo, sete alunas concluíram o curso, ministrado pela instrutora Sabrina Marilda da cruz Rodrigues, iniciado em março deste ano.

A oficina é uma conquista para a Fundação que tinha o desejo de fomentar a língua brasileira de sinais Libras, e, por ser, também, um desejo inerente a profissional Sabrina Marilda da Cruz Rodrigues, formada em pedagogia, pós graduada em educação especial e capacitada em transcrição em braile e libras, que tem sob sua responsabilidade as aulas e regência do Coral de Libras Mãos que Cantam, resultou na tarde singela do dia 4 de outubro. E o que não faltou foi emoção diante da presença de familiares e amigos.

Participaram da solenidade os vereadores José Antônio Olímpia, Alessandro Mafra, Edion Odirizzi, Lourdes Matias, Márcia Pinheiro e o vice-presidente Flávio Souza, além de Nívea Maria da Silva Bücker, presidente da FMC, Josiani Muriel da Silva, coordenadora do Projeto Oficinas Culturais, e a instrutora Sabrina Marilda da Cruz Rodrigues, todos os discursos salientaram a dedicação e a beleza da oficina, dos profissionais envolvidos e, principalmente, o ganho das alunas em sua formação profissional.

O Coral de Libras Mãos que Cantam fez uma apresentação, muito elogiada por sinal, onde interpretou a canção “Trem Bala”, de Ana Vilela e “Raridade”, de Anderson Freire, esta última preparada especialmente para as formandas. A coordenadora do projeto explica que a oficina é uma sementinha plantada e que rendeu frutos. “Fiquei muito feliz com o resultado. E que possamos nos próximos anos, atender muito mais alunos”, ressalta Josi, como é conhecida. Já Sabrina, destaca sua alegria em ver pessoas expandindo seu aprendizado. “ A libras hoje é reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil, e essas formandas saem com o conhecimento necessário para contribuir para uma sociedade inclusiva de verdade”, enfatiza a professora.

A aluna Odete Elenir Vieira, graduada em Letras, é professora de língua espanhola na rede estadual de ensino, enfatiza que a oficina de libras é uma ferramenta a mais para lidar com as adversidades, um diferencial, que contribui com a inclusão social com mais eficiência. “Quero dar continuidade aos estudos da Libras e espero ansiosamente pela próxima oficina A formatura foi um momento de muita emoção, no qual pude perceber que o sentimento de empatia foi tocado nas pessoas, senti que algumas perceberam que aprender a língua de sinais não é somente aprender e arquivar o conhecimento, é ter a certeza que uma ou mais pessoas serão incluídas socialmente”.


Além de Odete receberam a certificação as alunas: Janine de Maria, Tânia Regina Debatim, Guilhermina Pierre, Maria Sol Virginillo, Márcia Marli de Souza Martin e Rosiane Doroti dos Santos Knob.