terça-feira, 14 de novembro de 2017




24ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina festeja a cultura popular em três dias intensos, coloridos e inesquecíveis.





Neste final de semana, de 10 a 12 de novembro, foi realizado pela Prefeitura de Palhoça e Núcleo de Estudos Açorianos – Nea da Ufsc, a 24ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, na bela e histórica comunidade de Enseada de Brito, berço da colonização açoriana em Palhoça.

E Bombinhas, uma vez mais, fez uma participação primorosa, com estande próprio da Fundação Municipal de Cultura, apresentação dos grupos de Boi de Mamão Eira meu Boi e da EEB Maria Rita Flor, das rendeiras do projeto Vô Sabe, Vô Ensina, inclusive com a presença da Mestra Lena (Helena Luíza da Silva), do grupo Folclórico Mixtura e do Chapéu Novo, projeto de inclusão cultural realizado por meio do edital Fundo para Infância e da Adolesce – Fia, da participação da Bandeiras do Divino Espírito Santo, além da comunidade que mais uma vez se fez presente acompanhando a comitiva bombinense, que este ano somou 102 integrantes.

A abertura na sexta-feira contou com a presença de diversas autoridades da região, entre elas o prefeito Camilo Martins e o vice-prefeito Amaro Júnior, anfitriões do acontecimento, que ostentavam sorrisos largos. E Bombinhas já teve sua primeira participação com a apresentação do Mixtura, que ao longo do festejo se exibiu por duas ocasiões com o grupo completo e uma somente com a tocata. Os integrantes do grupo vivenciaram dois momentos de muita emoção: realizaram uma participação especial ao tocar para seus afilhados, o grupo folclórico Casa da Dindinha, de Laguna, no sábado e no domingo a apresentação do futuro do conjunto, o grupo Chapéu Novo. Sofia Steffler Lopes, de apenas 10 anos, já é uma dançarina experiente, são três anos do bailado açoriano. Cheia de sorrisos agradeceu o empenho dos professores, o incentivo dos pais e resume bem o sentimento dos integrantes: “me sinto orgulhosa de mim mesma, pois, eu amo dançar no grupo Chapéu Novo, e antes no Roda de Eira, e a cada ano aprendemos sempre mais”, comenta a dançarina prodígio.

No sábado a comitiva bombinense participou do desfile na praça da Enseada de Brito e teve as apresentações de Boi de Mamão. O Eira meu Boi, da FMC, com nova formação, levou integrantes da comunidade tradicional, músicos profissionais, amantes da cultura popular e estudantes e o do Maria Rita Flor, mostrou que o futuro da tradição está garantido, esbanjando uma meninada entusiasmada. Ambos, encantaram com seu colorido e beleza.

As rendeiras bombinenses, de bilro e crivo, do Projeto Vô Sabe Vê Ensina: Alessandra Lacerda, Andrea dos Santos, Carine Laranjeiras e a Mestra Lena, juntamente a criveira Célia Escolástica Vieira expuseram seus belos trabalhos. E a escritora Marcinha – Márcia Cristina Ferreira, fez um segundo lançamento do livro “A eira, a roda e o tempo: um retrato de Bombinhas a partir do olhar de seus moradores” na noite de sábado, no estande da Fundação de Cultura de Bombinhas, onde 120 exemplares foram entregues à comunidade palhocence, agentes, produtores e pesquisadores culturais e artistas do litoral catarinense. Ainda no sábado, a Fundação de Cultura de Bombinhas e o Nea realizaram um concurso de tarrafa que obteve nove concorrentes, inclusive uma mulher.

No domingo, 12 de novembro, último dia do festejo os bandeireiros Edemir Pinheiro Júnior (comunidade do Centro), Márcia Pinheiro (comunidade de Bombas) e Mestra Salete Maria Pinheiro Pereira (grupo Mixtura) representaram as 11 bandeiras do município de Bombinhas, na Missa das Bandeiras e da Folia do Divino Espírito Santo. Em seguida a celebração, presidida pelo pároco palhocence Frei Rogério Rubick, foi realizado o cortejo e o plantio do Mastro de São Sebastião conduzidos pelos Foliões do Divino de Penha e, por fim, hasteada a Bandeira de São Sebastião.

Nívea Maria da Silva Bücker, presidente da Fundação de Cultura, ressalta a grandiosa participação bombinense no 24º Açor e a importância do festejo para a cultura popular. “Eventos como o Açor são imprescindíveis para a manutenção das atividades culturais, principalmente dos grupos folclóricos, pois, é ali que os grupos se encontram, apresentam-se e interagem com o público, além do intercâmbio que é promovido”, destaca Nívea.


O 25º Açor, que acontece em 2018 ainda sem data predeterminada, tem na disputa para cidade-sede as cidades de Porto Belo, Penha e Garopaba.