segunda-feira, 5 de março de 2018

Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres


Quatro grupos em que o folguedo do Boi de Mamão é apresentado de forma diferenciada se exibe no 1º Encontro de Boi de Mamão de Bombinhas.



Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres
Foi realizado neste sábado, 3 de março, o 1º Encontro de Boi de Mamão de Bombinhas, na Avenida Vereador Manoel José dos Santos, Centro. O acontecimento abriu as comemorações do 26º aniversário de Bombinhas, festejado no dia 15 de março, e levou para a rua os grupos Cru de Teatro e Boi de Mamão, de Jaguaruna, Nativos da Carioca de Porto Belo, Raiz da Terra do São Paulinho, de Itapema e o anfitrião da festa o Eira meu Boi da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas, que nesta apresentação contou com a participação, mais que especial, do Mestre Sena como versador, irmão da versadora oficial do grupo, a poeta Márcia Sena.

Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres
O Eira meu Boi abriu a noite, em que a chuva apesar da promessa de chegar, deu uma trégua e somente caiu assim que o último grupo terminou sua apresentação, e assim, o grupo mostrou com sua tocata e bicharedo o tom do festejo. Em seguida foi a vez do Raiz da Terra do São Paulinho de Itapema e o Mestre versador Sílvio Vieira, fazer a brincadeira, seguido pelo Nativos da Carioca de Porto Belo, com o Mestre Pablo Lourival Nunes puxando um grupo formado somente por meninos. E, por fim, encerrou a festança o Grupo Cultural Cru de Teatro e Boi de Mamão de Jaguaruna, que tem o Mestre versador Michel Ricardo Teixeira, e, numa apresentação diferenciada, ao som somente de tambores, finalizou o 1º Encontro bombinense. No término das apresentações cada grupo foi agraciado com um mimo, um troféu confeccionado pela artista local Dulce Victorero, que representa, justamente, um boizinho.

Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres
Um dos gaiteiros do Eira meu Boi, Ramon de Souza, que também é vocalista e arranjador, assistiu junto as filhas e a esposa os demais grupos após sua apresentação. Com um sorriso enorme no rosto resumiu o sentimento de todos os integrantes do Eira meu Boi. “Foi show, muito lindo e organizado”.


Fernando Pacheco é coordenador do Grupo Cru e integra a tocata e interpreta a papel do médico na encenação da morte e ressurreição do boi, o grupo saiu às 15 horas de Jaguaruna pra estar em Bombinhas nesse festejo, ele ressalta que o conjunto sobrevive graças a divulgação feita a partir desses acontecimentos e que o objetivo é fortalecer a imagem cultural que graças a encontros como o bombinense ultrapassa as fronteiras catarinenses. “Cada grupo tem uma pegada diferente, uma musicalização, o jeito de confeccionar e apresentar o bicharedo, e cada um faz conforme a tradição de sua cidade. Um diferencial nesse Encontro foi a confraternização, onde pudemos trocar ideias, presentes, e isso é de extrema valia dentre os grupos”, destaca Fernando.

Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres
O acontecimento é uma realização da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas, reuniu, aproximadamente, 1000 participantes, dentre eles muitas crianças que se divertiram a valer com os quatro bois na arena improvisada no meio da rua. Enquanto o terceiro grupo brincava, uma chuvinha tênue começou a cair, mas não espantou ninguém, todos ficaram firme até o último segundo. Assim que o Cru encerrou sua exibição a chuva caiu torrencialmente, lavando o chão bombinense.

Para encerrar o Encontro, os grupos se reuniram na sede da FMC numa alegre confraternização realizada com o apoio cultural do Sicredi. O 1º Encontro de Boi de Mamão de Bombinhas, ainda, contou com o apoio logístico da Secretaria de Educação e do Departamento de Trânsito – Dmutran.

Luiz Felipe de Melo e Tábata Torres