quinta-feira, 1 de março de 2018


Foto Marcinha Ferreira


O projeto Cultura na Rua, da Fundação de Cultura, se despede com artistas que cantam a história de Bombinhas e região.

Energia e sintonia, são os substantivos que definem o encerramento do Cultura na Rua desta temporada de 2018, na quinta-feira, 22 de fevereiro, no Canto Grande. Energia de uma noite perfeita, com uma lua posicionada, incrivelmente, bem ao lado esquerdo da cruz da Igreja de São Sebastião. Energia do público que aplaudiu e cantou junto aos artistas, e, energia do grupo Sarau Afro-açoriano, que mais uma vez, fez um show primoroso.


Foto Marcinha Ferreira
Sintonia do universo, uma hora parados no tempo, ouvindo as canções autorais sobre a cultura local e da região, onde o próprio tempo é o narrador de histórias de vidas e hábitos significativos da identidade bombinense, e, principalmente, o prazer da sintonia consigo mesmo de cada ouvinte, cada um a seu modo particular. Prova disso foi a ciranda puxada pelo percussionista e compositor Carlinho Ribeiro em uma das canções e a ciranda que o próprio público se encarregou de fazer na última música, e que deixou aquele gostinho de “quero mais”.

O projeto Cultura na Rua é realizado pela Fundação Municipal de Cultura nos meses de janeiro e fevereiro com o objetivo de apresentar a diversidade artística e mostrar a cultura local, englobando os visitantes que nessa época são muitos, mas também levando para a rua os moradores, oportunizando a formação de plateia e participação em shows para a comunidade e o conhecimento dos artistas da região aos visitantes.
Como o nome evidencia o projeto acontece na rua e conta com o fator limitador do clima. 

Este ano foi realizado às quintas-feiras, de forma itinerante, nos bairros de Canto Grande, Bombas e Centro, e a execução de seis espetáculos, com os seguintes artistas: a bailarina e contadora de histórias Sofia Lessa, o Grupo de Boi de Mamão Eira meu Boi da FMC, ambos prata da casa, o grupo de dança gauchesca Compasso Gaúcho de Balneário Camboriú, a Troupe Tartacircus com os palhaços Caju e Tartaruga de Itapema, o show de choro com o músico local Alfredo Coelho, e, encerrando com chave de ouro, o grupo Sarau Afro-açoriano que tem seis integrantes, sendo dois deles de Bombinhas e o idealizador, o músico André Gomes de Miranda, meio portobelense e meio bombinense, já que é bisneto do mito João Basta do Zimbros.

Foto Marcinha Ferreira
A turista Ana Lúcia Pompeo, de Porto Alegre, estava entusiasmada, junto com o esposo dançou, integrou as duas cirandas e exibia um sorriso largo ao dizer: “Maravilhosos. Eu não conhecia esse grupo e achei mimoso, muito, muito lindo”, comenta Ana Lúcia. Já a bombinense Neves Raquel de Maria Monteagudo tinha o brilho radiante da nostalgia nos olhos ao reviver momentos de sua vida familiar. “Enquanto eles cantavam passava um filme pela minha cabeça, porque cantam tudo exatamente a história. Então, escutando, era como se a gente tivesse vivenciando algumas coisas, maravilhoso!”

Uma pedida bacana para os moradores da região é que o grupo Sarau Afro-açoriano está concorrendo ao Prêmio Profissionais da Música – PPM, de Brasília. A banda é finalista na categoria “Cultura Popular”. E a vocalista Adri Benvenuti, também, pleiteia o prêmio individualmente, na categoria “Cantora”. As votações encerram no próximo sábado, dia 03 de março, e basta acessar o site www.ppm.art.br, e registrar o voto. Esta é mais uma conquista para o grupo, agraciado como o melhor disco do Prêmio da Música Catarinense 2017, com o álbum “Fui Tarrafear”.

Quanto ao Cultura na Rua, se despede desta temporada com o sentimento de missão cumprida e começa os preparativos rumo a caminhada da temporada de 2019.