sexta-feira, 13 de julho de 2018





Banda de música formada pelos próprios alunos, animam intervalo estendido na EEB Leopoldo José Guerreiro.



Toda quarta-feira os alunos da Escola de Educação Básica Prefeito Leopoldo José Guerreiro, no bairro de Zimbros, têm o intervalo diferenciado com horário estendido, e em um dos saguões da escola, logo depois do lanche, a música ganha o espaço e reina absoluta por meia hora, com um repertório pop/rock executado pelos próprios alunos. A ideia partiu do professor de artes Pablo Villanova, graduado em música, que enxergou um anseio musical nos alunos, levou de sua casa alguns instrumentos e caixas de um antigo estúdio que tinha, reuniu os equipamentos que a escola possui e incentivou os alunos a trazerem os seus, e assim, nasceu a banda do Leopoldo. Interessante é que não é fixa, qualquer aluno pode participar se quiser, basta ensaiar às terças-feiras a noite com o grupo e desabrochar.

A gestora escolar Ana Beatriz Passos, a Bia, explica que tudo começou timidamente, hoje agrega os professores e tem a participação dos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio. “No intervalo é comum a agitação dos alunos, a correria, o fazer ‘arte’. Com a banda eles se concentram, a criatividade é estimulada, trocam ideias, repertórios. Para que tudo isso aconteça, especificamente às quartas-feiras, ampliamos o horário do intervalo”, destaca a professora Bia.

O professor Pablo Villanova ressalta que os alunos já queriam este espaço, todavia, não tinham vislumbrado a própria escola como ambiente ideal, e quando integrou a equipe pedagógica em 2017, percebeu que havia uma quantidade alta de alunos que sabem tocar instrumentos. “Nos reunimos pra tocar música em comum, com repertório também montado em comum. Eu trouxe de casa uma bateria, algumas caixas e um baixo, eles trouxeram o que tinham, a escola fornece alguns equipamentos e formamos a banda. E tem o pessoal que fica no entorno, observam e cantam juntos, e claro, também são motivados a participar”.

O baixista Rodrigo Melo acentua que se a banda não toca os alunos sentem falta: “a ideia é não deixar o recreio repetitivo ou monótono, e quando a gente não toca todos perguntam ‘cadê a banda?’”. Já o guitarrista e vocalista Alexandre da Silva enfatiza a interação que a música proporciona. “Não é só a gente que toca instrumentos, tem uma galera que toca também, então é um meio de interagir, de juntar as pessoas que tocam e cantam”, ainda comenta, que da mesma forma tem o pessoal do esporte e da dança que aproveitam o horário de intervalo estendido pra reunir as tribos.

A escola também agrega projetos de orquidário, compostagem, ervas medicinais e plantio de árvores nativas e frutíferas no cotidiano dos alunos, realizados de forma multidisciplinar, aliás, celebra neste mês a 167ª árvore plantada em seu pátio. A professora Bia, também comunica, que se alguém tiver instrumentos musicais usados ou novos e queira doar, a escola aceita, pois, têm muitos alunos interessados em aprender a tocar e não possuem o instrumento.