quarta-feira, 12 de setembro de 2018




Cultura propicia aula de História Bombinense com direito a cantoria e percussão.

Na tarde da última terça-feira, 11 de setembro, a Cultura foi o conhecimento repassado aos alunos da Escola do Mar, localizada junto ao Galpão dos Pescadores/Secretaria da Pesca, no bairro de Zimbros. A segunda das cinco aulas a cargo da Fundação Municipal de Cultura foi sobre a História Bombinense, seus preceitos, conceitos, colonização, enfim a ancestralidade que embasa os dias atuais e fundamenta o amanhã. A palavra da vez foi por conta do escritor, pesquisador da cultura popular, músico, compositor e professor de capoeira Marquinho – Marcos Aurino Pinheiro, que além de repassar um pouco de seus saberes, ao final proporcionou a vivência com os instrumentos de percussão e uma cantoria aos alunos.

A Escola do Mar é um projeto interdisciplinar ancorado nas esferas da educação, pesca, cultura, meio ambiente, turismo e esporte, que teve seu início em 23 de agosto. São 20 alunos oriundos dos nonos anos das Escolas de Educação Básica Edith Willeck, Dona Dilma Mafra e Manoel José da Silva. Tem por objetivo trabalhar correlativos entre os saberes curriculares e os populares, vivenciar, fortalecer e propiciar a manutenção da identidade e vocação pesqueira bombinense. Para tanto, realiza encontros dos detentores de saberes nas mais diversas áreas e ambientes colocando o aluno em contato direto com a fonte.

Em sua aula sobre a História Bombinense Marquinho levou os alunos aos primórdios dos primeiros habitantes e esclareceu a miscelânea étnica que compõem a península, bem como o litoral como todo, e mesmo o estado catarinense, já que são 24 etnias em Santa Catarina, no intuito de provocar indagações e quem saber formar novos pesquisadores. “Se agarrem na história, vocês são a nossa história, nossa continuidade e sem a cultura popular não tem história. História não é somente o que o homem escreve mas também o que ele pensa”, falou Marquinhos aos atentos alunos.

Ana Júlia Machado de Souza tem 13 anos e é estudante da EBM Dona Dilma Mafra, além de fazer alguns questionamentos foi ela quem no atabaque conduziu a marcação da cantoria. “Eu gostei muito da aula, bem criativa, não é uma aula chata que você só fica parada, e também bastante conhecimento repassado. Muito bom aprender história assim”.

A coordenação do projeto é da Secretaria de Educação que tem por diretora a professora Silva Leone.