terça-feira, 30 de outubro de 2018



 Evento no Engenho do Sertão celebra os 20 anos de atuação da Ong enaltecendo memórias alimentares e oralidade.



O Instituto BoiMamão realizou de 17 a 19 de outubro o projeto “Teias Agroecológicas Memórias Alimentares 'Das Gentes' de Bombinhas e Algarve” no Museu Comunitário Engenho do Sertão, em parceria com o Grupo de Pesquisa Turismo, Espaço e Sociedade – TES, do Mestrado em Saúde e Gestão do Trabalho, da Univali, com apoio do Programa Municipal de Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Edital Mestra Elza Rosa da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas.

O acontecimento pautou em rodas de conversas sobre costumes e ritos alimentares, a memória em torno do feitio e das relações humanas envolvidas no processo, com direito a uma visita guiada pelo técnico agrícola Daniel Balbinotti aos canteiros de plantas e ervas comestíveis, troca de versinhos de Pão-Por-Deus e muitas degustações de iguarias bombinenses, algarvias e amazonenses.

Dois ícones da cozinha internacional participaram, juntamente a Dra. Yolanda Flores e Silva organizadora do encontro em parceria a Rô do Engenho, sendo, a culinarista Maria de Jesus Souza Silva Dias de Algarvia/Portugal, e o renomado chefe da cozinha da região Amazônica Ofir Nobre de Oliveira, um paraense que além de conquistar o paladar das mesas mais requintadas da Europa, África e Ásia, é o nome por trás de chefes balados no Brasil como Alex Atala, considerado o sétimo melhor cozinheiro do mundo pela Best Chef Awards 2018.

Bombinhas também teve a participação de especialistas da gastronomia, como Rúbia Melo e sua mãe Maurília Pinheiro, dona Benta Severino Lucinda Zenísio, Rosane Fritsch e a Mestra da Cultura Tradicional de Bombinhas Salete Maria Pinheiro Pereira.

A presidente do instituto BoiMamão, Rô do Engenho, ressalta que os três dias em torno dos usos e costumes culinários e suas memórias alimentares encerra as festividades do 20º aniversário do Instituto BoiMamão, e também marca os 270 anos da presença açoriana em Santa Catarina. “Fechamos nosso aniversário em grande estilo, a Ong existe porque nas comemorações dos 250 anos da presença açoriana no estado eu estava lá e me impulsionei a criar a instituição. Foi tudo lindo, porque celebramos a memória com a diversidade de sabores e saberes apresentados pelas nossas Mestras, pela Mestra portuguesa e pelo alquimista Ofir, e tendo junto conosco vários jovens. Então, a sensação é de missão cumprida”, Rô ainda enfatiza a parceria contumaz e muito bem-vinda com a professora Dra. Yolanda.

A cooperação do trio Rô, Yolanda e Ofir deu tão certo que intencionam trazer para a península em 2019 um Festival gastronômico, que engloba tanto os temperos locais quanto os amazonenses, com pratos a partir da mandioca, como os com base na mandioqueira degustados na noite de sexta-feira. Também ensaiam a realização de mais uma oficina gastronômica ainda neste ano.